Em Janeiro de 2009 ocorreu uma grande tempestade em França, com ventos a 270 km/h. Tinha a carroça atada com tubos de aspirador. No primeiro supermercado que encontrou pediu comida. O vento partiu a carroça. Muita chuva. Pediu um contentor: colocou as suas coisas todas dentro e passou a viajar assim.
A primeira noite passou-a num largo. No dia seguinte, encontrou uma casa abandonada, no meio das vinhas, onde podia fazer fogueira. Encontrou um senhor que já o tinha visto pelo caminho, que se ofereceu para lhe fazer uma carroça. Ao fim de uma semana entregou-lha: Talvez não vás fazer a volta ao mundo com ela, mas vais longe! Nem ele imaginava o quão longe ia. Não podia haver melhor, só lhe faltavam os travões! Essas pessoas ficaram no seu coração.
Também por essa altura um jornalista viveu com ele durante dois dias. Uma experiência da qual resultou o primeiro artigo sobre João Ratão, ou Charlie, como o conheciam.
Entraram nos Pirinéus. Não sou crente, tenho Fé! Passe o que se passe, passa-se bem! É o meu segredo com as minhas estrelinhas.
Andavam 3 ou 4 dias e paravam 4 ou 5 semanas, desde que tivesse dinheiro assegurado pelos espectáculos.
O Verão aproximava-se. E tinha projectado à beira do rio. Para descansar num local tranquilo.
As descidas eram complicadas. Porque não tinha travões. E foi então que pensou que o ideal seria ter um burrito ou um cavalito. Viu um pónei num circo e decidiu que queria um assim. Ainda perguntou onde é que o tinham comprado, mas eram trocas apenas entre eles.
Parou atrás de um supermercado – onde perdeu o seu primeiro cão – e viu um senhor com muitos póneis e um saxofone. Chamou o senhor, para ficar tranquilo em relação aos cães. Ele já tinha passado por ele na estrada! JR perguntou-lhe quanto é que ele queria por um pónei. Apenas o preço de tratar de toda a documentação. Mas tinha de esperar 3 meses. O que não constituía qualquer problema, pois João Ratão tinha a intenção de parar durante todo o Verão.
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